O que impacta

Os estudos de Hawthorne mostraram que o que mais impactava (bem ou mal) a produtividade da equipe era… ter alguém olhando. No caso, o fato de ter os pesquisadores na fábrica influenciou o aumento da produção. No nosso caso, o que mais influencia (bem ou mal) é ter o chefe por perto. Mas esse é só um fator.

Dizem que as primeiras mulheres que entraram nos departamentos de vendas não deram certo. Será que as mulheres não são boas vendedoras? Não. Um dos motivos é que elas eram poucas. Chamavam a atenção no meio de um batalhão de homens com metas até o pescoço. Assim que a disparidade diminuiu, e não era mais surpresa ver uma mulher vendendo, viu-se que o gênero não influenciava o resultado. Mas claro que não basta só isso: existem inúmeros fatores que tornam alguém eficiente no que faz.

O que mais me incomoda é a nossa insistência de encontrar causas para as consequências. Como se o mundo fosse linear como uma ferrovia, na qual o trem descarrilha por um motivo claro – e que mesmo assim só é notado após o acidente.

Precisamos aceitar a complexidade das coisas. Tudo que desconfiamos saber são só hipóteses. As pessoas agem com base em emoções e motivações inconscientes. Tentar entender é fundamental, mas querer explicar é ingênuo e errado.

Tentar entender é fundamental? Sim. O objetivo inicial dos experimentos de Hawthorne era entender o impacto da iluminação na produtividade. Mas entendemos que a dinâmica de trabalho é muito mais complexa.

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