Uma bolinha de açúcar

Ontem escrevi sobre o fato de que, pagando mais caro, temos melhores resultados. É um fenômeno psicológico estudado à exaustão. E se você for um observador honesto, vai perceber em si mesmo os momentos em que o preço ou a marca moldaram a experiência e potencializaram (ou inflacionaram) o resultado.

Isso nos leva diretamente ao efeito placebo. Uma bolinha de açúcar que você engoliu pensando ser remédio. E você acreditou (acreditar é a parte importante) e a dor passou. Deveríamos criar e usar mais placebos.

E isso tem me levado, ultimamente, ao primeiro recurso com o qual fui doutrinado para enfrentar o mundo: a fé. Acreditar sem ter certeza (fé) me parece ser a nossa melhor alternativa. Acreditar no trabalho. Acreditar que vale a pena ser uma pessoa boa. Sem saber se vai funcionar, se essa é a nossa real missão, sem questionar se existe uma missão. A fé é tudo que temos. A outra opção é a renúncia.

A fé é uma bolinha de açúcar.

 

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