A certeza se dissipa

Eu ouvia um escritor que admiro falar sobre o que ele mais se arrepende ao reler seus livros antigos. Em todas as edições existem coisas que ele mudaria: questões pontuais que ficaram defasadas em função das novas perspectivas.
Mas ele disse que o maior erro do passado era a postura de “dono da verdade”, afirmando as coisas cheio de certeza, sendo prescritivo para o leitor. Guardadas as devidas proporções, eu sinto o mesmo ao reler textos antigos.
Por isso, ao invés de escrever: “É assim!”, hoje tento dizer “Pode ser que seja assim. Tudo indica que seja assim.” As vezes ainda escapa algo taxativo. Mas logo a certeza se dissipa e eu volto a editar o texto.

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