Clay

Clayton Christensen, talvez a maior autoridade no campo da Inovação, morreu no dia 23 de janeiro.

O livro mais famoso de Clayton Christensen está aqui na minha mesa: O Dilema da Inovação. Basicamente, Clay (para os íntimos) percebeu que aquilo que construiu o sucesso de uma empresa pode ser aquilo que causará sua ruína. Ela se abraça ao modelo inicial, que trouxe o sucesso, e não muda. Não inova.

Existem desdobramentos do mesmo problema a nível pessoal. Pessoas saudosistas em relação ao passado, em geral, são aqueles que não conseguiram se adaptar às mudanças. Por teimosia ou preguiça, acreditaram que era algo passageiro. Mas o mundo mudou e eles ficaram ou caíram. Eis o dilema: mexer em time que está ganhando, ou que costumava ganhar?

No entanto, o livro dele que mais me impactou se chama “Como Avaliar sua Vida?”. Este não está na minha mesa, e não lembro para quem emprestei. Não vou entrar em detalhes, mas gostaria de destacar uma lição que me marcou: a defesa que ele faz da renúncia, da dedicação, do sacrifício – e como isso impacta, em retrospectiva, na avaliação da própria vida.

Eu recomendei esse livro do Clay para várias pessoas. Mas creio que em nenhuma o impacto foi tão grande quanto foi em mim. E eu acho que eu sei o motivo: eu conhecia a estatura acadêmica dele. Eu sabia que, se um especialista como ele tinha algo para falar sobre a vida, provavelmente merecia ser lido. E relido.

Já as pessoas para quem eu emprestei não tiveram a mesma sorte. Era só um livro que o Lucas indicou. 

No mesmo dia 30, o e-mail diário do Seth Godin lembrava a dificuldade que é fazer alguém mudar de ideia. Em geral, só muda de ideia quem quer. E isso é facilitado quando alguém influente recomenda, digamos, um livro. A influência pode fazer você mudar de ideia – mais do que a grandeza da nova ideia em si!

Um colaborador escreveu um belo texto de despedida no blog da Harvard Business Review. Ele lembrou de uma frase de Clay:

“A única métrica que importa na minha vida é a quantidade de indivíduos que eu pude ajudar, um de cada vez, a se tornar uma pessoa melhor.”

Assim como Peter Drucker, ele considerava a gestão a mais nobre das profissões. Pois o chefe tem a capacidade de impactar a vida do seu funcionário como ninguém mais. E esse funcionário pode levar a mensagem e o comportamento adiante – para a sociedade, para o próprio lar.

Se o seu chefe indicasse o livro do Clay, você leria? E será que você mudaria a forma de avaliar a vida?

clay foto caminhando

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