As nossas bolhas

Você também anda vendo um monte de notícias sobre OVNIs?
Não vou entrar no mérito da veracidade, e nem argumentar que o algoritmo de indicação da sua rede social preferida te indica mais e mais conteúdo similar àquilo que você consome.

A perspectiva de hoje é mais simples, creio: se você começar a divulgar suas ideias contraditórias, quem estiver de fora da sua bolha não vai entender o seu ponto de vista.
E isso vale para qualquer polêmica ou teoria da conspiração. Ou até para uma nova crença.

E a respeito desse novo tema que você vem abordando: o que você pensaria sobre ele há um, dois, cinco anos? É lá (ou alguns anos à frente) que as outras pessoas estão – e por isso não vão te entender.

Outro problema: no Instagram, por exemplo, não se avalia o conteúdo só pelo conteúdo. Ele vem acompanhado pelo nosso julgamento em relação à intenção de quem publica. Todo texto traz o contexto de quem escreveu, e isso molda a interpretação do que está escrito. Pensando bem, o texto ideal deveria ser anônimo.

Por isso que eu não pretendo falar aqui sobre zen ou zazen. Até porque o “não falar” é zen também – se é que você já ouviu falar nessa bolha.

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