A reação e o sentimento – 2

Quando alguém mostra que você está errado, como você reage?

Outro fato curioso: conhecemos as pessoas com base nas reações que elas têm. Não adianta eu dizer que sou uma pessoa grata, se no primeiro pequeno problema do dia já começo a reclamar.

É só no ato da reação que mostramos grandes qualidades – ou preocupantes carências.

Essa forma de conhecer as pessoas é evidente no trabalho: pense naquele colega que, diante de qualquer notícia preocupante, perde o controle. Preocupa todo mundo. E à noite perde o sono, prejudicando ainda mais, obviamente, a si mesmo.

Podemos ir além: se conhecemos as pessoas com base em como elas reagem, podemos usar o mesmo método para uma auto-avaliação.

Conhece-te a ti mesmo – observando como reages ao acaso e aos outros.

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Ou melhor ainda: não controlamos o que acontece conosco. Mas podemos controlar como reagimos ao que acontece. Como? Praticando. Ao invés de reclamar das situações inusitadas, poderíamos considera-las preciosas oportunidades de praticar ação, reação e controle.

A reação e o sentimento – 1

Quando alguém mostra que você está errado, como você se sente?

Perceba, leitor, que fato curioso: o que você sente depende da forma que você interpreta o que acontece.

No caso acima questionado: você pode ficar irritado, levar para o lado pessoal.

Ou, exagerando um pouco, pode ficar contente por agora ver um novo caminho: “Como eu não vi isso antes? Que bom que essa pessoa abriu meus olhos!”

O fato é o mesmo. O que muda é a sua postura diante do fato.

Ou seja: sentimentos não precisam ser sempre um reflexo automático de coisas que acontecem.

O trabalho importa!

Eu conversava com a chefe e com a funcionária.
A funcionária lembrou do dia em que fez a entrevista.
Ela contou vários detalhes. Coisas que foram ditas. Percepções que ela teve.
E a chefe não lembra de nada. Foi só mais uma entrevista, entre dezenas, talvez centenas já realizadas.
Muitas vezes não temos ideia do impacto que causamos nas pessoas. Vamos para o trabalho reclamando de mais um dia de rotina. Enquanto isso, outros que cruzam nosso caminho, curiosamente, tem seu caminho alterado pelas nossas ações.
Lembre-se: o trabalho importa! É no trabalho que aprendemos, mudamos e construímos. E ter um trabalho importante é uma opção sua, e não responsabilidade do seu chefe. Até porque, talvez, ele já tenha esquecido disso.

Sua vez de parar

Toda crise traz oportunidades, diz o clichê.
Lembra da greve dos caminhoneiros? Surgiram oportunidades daquela crise? Eu pensei em uma.
Quem sabe podemos, finalmente, perceber que estamos correndo sem rumo. E reclamando que estão nos impedindo de continuar correndo sem rumo. Será que é mesmo necessário encher o tanque e ir? Não daria para resolver de casa? Não seria melhor nem ir, já que muitas vezes estamos apenas fazendo o que sempre foi feito, sem questionar os reais motivos?
Quem sabe seja sua vez de perceber a importância de parar um pouquinho e olhar para o que realmente importa.
Eu sei que todos precisamos ir. Mas nem sempre.